domingo, 27 de março de 2011

Otimismo!


Fiquei por horas meditando;
Sonhando, imaginando;
Sobre os segredos da minha vida;
Relembrando todas as falhas já cometidas;
Tentando achar o ponto de partida para tudo;
Principalmente para minhas derrotas;
Fugi da realidade para descobrir;
Que tudo teve inicio em 96;
Notei meu envelhecimento precoce;
E só posso agradecer por tudo;
As farras desordenadas;
Os amores desenfreados;
A confiança cega nos que me rodeiam;
Sem qualquer remorso eu retorno;
Saio dos meus pensamentos mais absurdos;
Não me arrependendo de nada já feito;
Querendo mais a cada instante;
Mais falhas, mais derrotas;
Livrando-me da formula da felicidade;
Sem otimismo para nada;
E realismo é o fato de estarmos perdidos;
E pessimismo é a maneira de ficarmos alegres ate com derrotas expostas.

Depressão.

Luto contra minha depressão há tantos anos;
Que perdi a conta das vezes que estive derrotado;
Sem a ajuda apropriada;
Deitado no chão, observando o teto;
Sem poder me revelar por completo;
E cada dia parece estar pior;
Pois tem quem note minha mudança;
E acham que sou fraco, ou coisa pior;
Um menino mimado e incapaz de aceitar a realidade;
Neste momento vejo apenas uma fuga;
Trancar tudo no meu coração;
Nas trevas da minha mente;
Com uma trilha melancólica;
Este é o momento que fico cego;
Não escutando nada alem de meus pensamentos;
Ficando num lugar onde o aroma das flores não me alcança;
Mas isto não me incomoda, neste lugar sou livre dos olhos julgadores.

Impossível.


Isto é a paixão mais expressiva que já tive;
Uma espécie de amor platônico incandescente;
Como o sol que insiste em queimar mesmo atrás das nuvens;
Algo que mescla alegria e revolta em meu ser;
É um tipo de pedido realizado;
Um desejo estampado na face sonhadora de uma criança;
Como na infância;
Onde tu vês e quer tocar;
Se tocares é recriminado;
Mas sabe como são as crianças, querem apenas o impossível.

Verdade.


Que praga é tu verdade;
Tão pura quanto à água cristalina;
Mesmo assim capaz de afogar ate a mais nobre criatura;
Tu que maltrata os corações mais infantis;
Que se esconde no véu mais promiscuo;
Capaz de fazer chorar o mais bravo guerreiro;
É uma desgraça neste mundo fétido;
Dura como uma rocha;
Suave como uma pluma;
Tu és a certeza da vida.

Ultima geração.


Este frio queima mais que o fogo da alma;
Os homens se perdem na lógica da vida;
Perdem-se na utopia, anseiam pela paranóia;
Deixam de notar que os menores sentimentos é que são puros;
Alias a humanidade não nota mais os detalhes;
Querem sempre um ultimo romance, sem o primeiro beijo;
Querem um porre sem o primeiro gole de whisky;
Hoje em dia podemos ver nosso futuro com apenas um fechar de olhos;
Caímos na desgraça por causa da glória;
Queremos sempre o poder e a riqueza, sem notarmos o valor das coisas simples;
Esquecendo assim do por do sol, ou da brisa ao anoitecer;
O que temos hoje é uma vida destruída ao nascer;
Sem saber muitas vezes por que;
Sinto pena desta geração;
Com guerras que não podem vencer;
Depressões que não podem curar;
E a auto piedade como uma coisa natural.

quarta-feira, 23 de março de 2011

1996... Nada mais a declarar

Oportunidade.



Imaginando seu corpo;
Seus traços fortes;
O suor escorrendo vagarosamente;
Um beijo forte em seus lábios grossos;
Suas curvas se definindo completamente;
E neste mesmo instante vejo uma menina;
Com um ar meigo e inocente;
Um sorriso feliz e honesto;
Fico pensando nas coisas que já passaste;
Nas magoas que lhe consumiram;
E nas alegrias que lhe presentearam;
Tento decifrar teu olhar;
Mas não vejo como posso;
Um rosto angélica, quase divino;
Mas sinto também uma tentação;
Poder sentir sua pele macia;
Sua respiração e gemido no meu ouvido;
Creio poder beijar-te freneticamente;
E para isto tudo creio que basta uma oportunidade;
Ela existindo não vou desperdiçar.

Amor e loucura.



Louco e aprendendo;
Assim estou neste momento;
E quero ficar assim por muitos anos;
Pois isto é liberdade;
Poder amar sem preconceito, sem distancia;
O amor jamais foi lucidez;
Seja ele honesto ou obrigatório;
Favorável ou agradável;
E por mais invisível que seja nos apaixonamos todo instante;
Seja pela simplicidade da vida;
Simplesmente por ser um amante insano;
Um maluco sem rumo ou conceito popular;
Sinto que sou capaz de amar uma nuvem se me for conveniente;
Descobri que estar vivo é uma benção;
E mesmo assim ser abençoado é estupidez;
No fim o lado certo é como nos livros;
Nascer, amadurecer, reproduzir, envelhecer e morrer;
Eu nasci do acaso;
Amadureci nas derrotas;
Reproduzo loucuras de amor;
Envelheço apenas no corpo;
E morrerei apenas pela insanidade da paixão.

Com anjos e demônios.



Eu viajo em ondas sonoras;
Deliro com letras bizarras;
Eu choro, canto, vibro e me satisfaço;
Sou apenas alguém entre humanos.

Posso ser vingativo quando me traem;
Extremamente cruel se necessário;
Consigo ser desonrado, estúpido, antipático e insano;
Pois estou possuído por um demônio chamado desgosto;

Atenção é meu nome do meio;
Absoluto em bondade e amor;
Dou a outra face e jamais deixo de ajudar o próximo;
Quando estou nas ruas, os anjos me seguem.

Eu choro porque estou entre pessoas;
Sou cruel quando canto com o demônio;
Bebo e fico aos cuidados divinos;
Isto porque sou apenas um boêmio humano.

terça-feira, 8 de março de 2011

Definição.

“Neste curto período de vida me fizeram muitas perguntas,
 Coisas tão habituais que apenas se responde ‘sim’ ou ‘não’.
 - Você esta bem?
 -Tu parece preocupado?
 -Por que esta triste?
 Ou - Que felicidade hein?
 Só há uma resposta para estas coisas,
 Defina-me: Estar bem, estar preocupado, estar triste ou felicidade.
 Você poderia fazer isto?”

Felicidade.

“Não somos capazes de fazer nosso futuro,
 Apenas traçamos metas,
 Rumos, idas e vindas,
 Amar e odiar, perdoar e ignorar,
 Podemos ser livres,
 Mas “alegria e tristeza são os deuses que soletram para nos.”

Dilema.

“Se você estivesse caído no chão e sem vida,
 Vendo suas ultimas imagens,
 Tendo sua ultima escolha,
 Tu amarias a vida que teve...
 Ou odiaria tudo pela vida que lhe tiraram?”

Problemas e soluções.

Nossos problemas existem para testar nossa vida;
Para ver se somos dignos das coisas que nos cercam;
Existem para provar nossa raiva e calma;
Sempre que um problema novo surge temos escolhas;
Escolher perdoar;
Escolher nos isolarmos;
Podendo continuar amando ou odiando a todos;
Expor a raiva ao extremo;
Meditar sobre uma solução rápida;
A chance de levar um tapa e oferecer a outra face;
Ou simplesmente deixar o instinto tomar conta;
Os problemas nos da a diferença de estar vivos ou mortos;
Assim como as soluções nos mostra cruéis ou santos;
Vendo se vale a pena assim matar ou morrer;
As escolhas são feitas para marcar nossas vidas;
E todas deixam cicatrizes eternas. 

Primeiro raio de sol.

Estive no ápice de meu ser;
Completo em todas as formas;
Contive todos meus medos e problemas;
Foi como um sonho;
Uma historia infantil;
Tão simples que não nos damos conta;
Pude perceber em detalhes a felicidade;
Como se aquilo fosse feito pra mim;
Sem preocupações reais ou problemas medíocres;
Momentos que registrei em minha mente;
Imagens únicas;
A sensação de absoluta alegria;
Uma criança livre;
Ver como é bom a infância e agora sem sua essência;
Quando tudo terminou com o mais belo raio de sol;
Quando a areia não incomodava;
Nem o frio;
Nem a ausência;
Notei o real efeito da luz na minha vida;
O quanto é fácil ser completo e jamais ser perfeito.