Meu corpo sangra silenciosamente;
Na poesia de cada esquina;
As ruas apodrecem como meus pulmões;
Afogo me em lagrimas invisíveis;
Sussurro palavras ao pé do vento;
Nada me supre;
Mas nada me é roubado;
Já não me alimento de paixões;
Nem de amores fantasiosos;
Nesta cidade suja só encontro pedidos de socorro;
Neste poço tem apenas sangue e pus;
Perturbado no êxtase do delírio;
De uma multidão paranóica;
Com uma caminhada noturna;
Embriagado e com meu rosto gelado;
Noto este sentimento de pânico;
De constante agonia;
Estão nos deixando loucos;
Um lugar assim não é normal;
Se não for o próprio inferno;
É o maldito purgatório;
Este lugar que chamam de lar.
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