Minhas asas em chamas na noite cálida;
Faz-me viajar para uma região que anos não invadia;
Sinto obrigação de salivar na entrada;
Afinal quem não adora um mistério?
De uma sedução distante e aconchegante;
De alguém que explica tudo em detalhes sombrios;
Mas ainda assim esconde tanto de você;
Quem não gosta de um livro aberto?
E ainda assim causa tanta divergência;
Um remédio puro, mas passivo de desconforto;
Assim te vejo;
Algo tão certo e duvidoso;
Um caminho com tantas bifurcações e travessas;
Uma mulher tão digna de atenção;
Quase um presente divino;
Mas com um calor que vem das profundezas do próprio inferno;
Como algo assim pode fazer um coração bater tanto?
Um desejo realmente novo;
De querer saber o quão bom é teu afago;
E por que algo tão quente procura algo tão frio?
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