Sinto uma vertigem ao encostar-me travesseiro;
Como se estivesse completamente drogado;
Sinto um odor familiar;
Uma fragrância que me causa náuseas;
Acendo um cigarro para relaxar;
Deliro nas besteiras mais insanas;
Enquanto a fumaça cinza invade minha mente;
Destrói por completo o gosto da hortelã;
O coração palpita suavemente;
Talvez seja por estar vivo;
Por que este é o único motivo para tanto;
Pois a cada dia eu me sinto mais frio;
Congelado por completo para muitos sentimentos;
A brasa ilumina meu quarto;
Noto tudo aquilo pelo qual não dou valor;
Percebo que estas coisas não demonstram quem eu sou;
Passo a mão em meu corpo que esta em alto relevo;
E dou graças por não poder tocar meu espírito;
Engulo a saliva amarga com gosto de café;
Esta que adoça meu paladar na madrugada;
Ouso uma melodia pesada, que sussurro sem vontade;
Passo a mão em meu rosto e apago meu cigarro;
Noto que já são cinco da manhã;
Minha mente se apaga;
Mas meu coração não o acompanha;
Pois ele é pesado como rocha;
Forte como aço;
Gelado como minha expressão;
Uma lagrima escorre, minhas mãos tremem;
Levanto, abro a janela;
Observo a noite com um luar pálido;
Uma imagem me surge, sinto uma tontura e sento;
Reflito sobre meus passos pesados;
Em um asfalto negro;
Reflito sobre minhas drogas, minhas bebidas;
Penso nas mulheres de minha vida, sobre o sexo por esporte;
Na paixão ausente e no amor que muitas vezes me aqueceu;
Mas agora ele queima como fogo;
Como acido;
Sem me dar conta eu adormeço;
Sei que não vou me lembrar dos meus sonhos;
Pois eles são felizes;
E estas coisas fogem de min. com medo nos últimos tempos.
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