terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Verão.


Verão é época de pecado;
Momento de deixar os desejos aflorarem;
Hora dos pés caminharem no asfalto borbulhante;
Deixar o corpo exposto no sol escaldante;
Andar com passos leves nas areias da praia...
E do destino;
Estar descabelado na brisa suave de um crepúsculo;
Apreciar a aurora, acordado 24 horas, depois ir embora;
Uma temporada de satisfação e plenitude;
Poder apreciar o céu estrelado sem preocupações;
Mas também é momento exato de recuperar certos instintos;
Como o de guardar algo para o inverno solitário;
Pois hoje o calor Maximo te esquenta;
Mas quando o frio mínimo cai;
O blusão e o cobertor de penas por si só não esquenta;
Eu te pergunto:
Todo o calor e satisfação natural te valem de algo...
Quando tudo que te resta são lembranças?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Permaneço acordado.



Por que me mantenho acordado nas noites de verão?
Vasculho nas madrugadas um foco de bem estar;
Já me foi dito que é por carência;
Fico feliz por não ser solidão;
Achando assim desabafo nas palavras que escrevo;
Para quem tiver coragem de interpretar sou um livro aberto;
Quem tiver medo de ordenar não passo de um vagabundo;
Mas isto é apenas um desabafo solitário;
Por me manter acordado enquanto outros dormem;
Por ter lutado contra quem me falou que me era necessário boletos diários;
Conservo-me em bebidas diárias;
E mesmo quando minha mente se fecha;
Meu punho se trava;
O coração palpita;
Mesmo quando demonstro total interesse por algo que não mereça;
Quando meus cadernos ficam vazios;
Sinto algo lutando dentro de mim;
Lutando para que eu não me entregar;
Para que eu possa ficar acordado sem os malditos boletos.

Orvalho.


Uma gota de orvalho cai em meu jardim;
O luar faz desta gota um pingo de ouro branco;
E meus olhos se enchem;
Faz meu coração trasbordar;
Aprecia como é gratificante este amanhecer;
O ardor na pele feito por este sol negro;
E o sol só ficou escuro por que colocaram meus sentimentos no fosso;
A solidão não me dói mais;
Desgosto e desfeitas são o que esmagam minha mente;
Como é fácil para eles jogarem fora todo teu afeto;
Mas isto é normal numa era onde o amor é reciclável;
Onde a amizade e artigo de luxo;
Viver e sobreviver estão em uma párea nesta corrida desleal;
Ficando assim ilusório os momentos felizes;
A plenitude espiritual é quase magnífica;
Estando sempre do seu lado sem chamar atenção;
Mas quando estiver disposto a achar note com cuidado;
Aquela gota de orvalho;
O raio que rasga o céu e a terra;
O feixe de sol, pois neles estão os mistérios da tua vida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eu


Velhos medíocres brincam com suas bonecas de porcelana;
Eu vejo o por do sol;
Mulheres se esfregam nas sarjetas e ruelas;
Eu mantenho minha mente na estrada;
Alguns freqüentam grandes festas;
Mantenho-me nas esquinas e gramados;
Uns entregam suas cordas para qualquer um;
Estou com minhas rédeas em meu poder;
Outros usam de qualquer artifício para um prazer artificial;
Uso de outros métodos para libertar meus instintos;
Tem pessoas que tem medo do escuro;
Eu não suporto a luz, onde posso ver todas as atrocidades;
Certas pessoas escutam apenas a melodia de uma canção;
Gosto de ouvir canções em quaisquer melodia;
Alguns traçam seus caminhos na direção de perfeições inúteis;
Contínuo com minhas utopias distorcidas;
Minhas verdades corrompidas;
Gosto de momentos simples, pessoas honestas;
Pra mim isto basta;
E tuas mentiras você pode contar para outra pessoa;
Prefiro minhas poucas verdades.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mulher.



Me fixei no horizonte e vi seu rosto;
Às feições de uma mulher que desconheço;
Mas posso sentir seu espírito em minha cabeça;
Posso notar como é belo seu sexo;Poderia se igual a outros;
Falar de suas pernas e traços;
Poderia ser um pervertido qualquer;
Mas o que notei foi sua alma de mulher;
Aquela que perdeu a menina anos atrás;
Que se machucou na mão de outros homens;
Quero apenas abraça-la esta noite;
Ser eu mesmo apenas uma vez;
Afinal eu cansei de mentir para meu ego;
Contando proezas loucas de um mundo inexistente;
Gostaria de lhe fazer um carinho;
Sentir seu sangue quente;
Em um fogo que me consome;
Tremo muito ao pensar nisto;
Nas suas curvas e suas mãos;
Adoraria abraça-la e beija-la;
Para provar que o mundo não é tão ruim;
Quero saber qual a sonoridade de sua voz;
Respirar o mesmo ar que você;Uma companhia de mulher;

Lembranças.



O que os últimos anos fizeram comigo?
Me deixou saudade e um sonho de criança;
Nas madrugadas frias uma lembrança boa;
De uma idade onde tudo é maravilhoso;
Meus dias são tumultuados, e me sinto como um velho carcomido;
Faz um efeito incrível em minha dor tua forma feminina;
Me deixando inspirado para um poema qualquer;
Por que só peço para não me tirarem minha memória;
De quando fui feliz com coisas simples;
Lembro-me de minha infância repleta de magia;
De momentos apaixonados e entregues aos teus braços;
Me recordo com satisfação dos teus olhos;
Que podiam enxergar minha alma de criança;
Procuro por alguém tão especial assim;
Que possa me acalmar com palavras simples;
Com o rosto de menina apaixonada;
Quero tanto chorar sem remorso;
Com honestidade e clareza;
Um abraço como aquela em que o mundo parou;
Num momento chamado infinito.

Trajeto.



Que diferença faz o caminho percorrido?
Afinal nascemos com o trajeto pré definido;
Um cheio de ruelas e neblina;
Outro comprido e solitário;
Tem aquele que é divino e curto;
Ou apenas louco e divino;
O que nos diferencia como pessoas?
será insanidade e lucidez?
Como fazemos nossa jornada é problema de quem?
Se não nosso!
Por que uns se acham melhores que outros?
Estes que vivem a utopia de seus pais;
Por que se preocupar com o futuro eminente?
Afinal não estamos todos no mesmo trilho;
Loucos, poetas, soldados ou santos;
O nosso futuro mais certo é uma lápide;
De metal ou mármore;
Escrito : "Aqui jaz..."

Testamento.



Para meus amigos deixarei minha lealdade;
minha companhia nas madrugadas frias;
meus sorrisos nas tardes ensolaradas;
Deixarei meu companheirismo nos sábados de embriagues.


Para minha familia deixarei o menino brincalhão;
Deixarei o jovem revoltado e cheio de questões;
Talvez um móvel ou uma foto para ois que virão;
Para quem for antes de mim deixarei que levem consigo minha gratidão.


Para meus inimigos deixo apenas as boas brigas;
Quero que fiquem com o gosto amargo de nossas desavenças;
Espero que lembrem de todas as vitórias com um sorriso besta;
Pois eu ficarei com a experiência das derrotas.


para meus amores deixo um beijo sincero;
um abraço apaixonado nas manhãs de inverno;
Quero que saibam que me mantiveram vivo com o calor de seus corpos;
Quando chegar minha hora, me deixem apenas uma flor e uma lágrima honesta.

Lágrimas e velas.



Acendo uma vela para meu próprio santo;
Um arcanjo criado anos atrás;
Quando tudo que lhe oferecia eram lágrimas;
Fito a luz da vela na penumbra de meu lar;
Com a mente em pessoas que estão tão distantes;
Que me fazem uma falta ordinária;
As pessoas que estavam comigo nos piores momentos;
Percebo que não estou só;
Fecho meu olhos e sinto um abraço;
E uma voz dizendo para não desistir;
Que no fim todas as peças se encaixam;
Deito e relaxo;
Percebo coisas que jamais avia notado;
Ouso palavras que jamais avia escutado;
Penso por um segundo...
Se minha lucidez voltar eu me embriago.

Coração pulsam-te.



Espero por minha jornada no mesmo caminho de dante;
Sob tutela de assas pálida;
Com meu peito aberto eu sinto seu afago;
Sob um caos concentrado;
No meu trajeto tenho apenas um canto sujo;
E poucos cigarros;
Meus amigos são uma velha vitrola;
E um café requentado;
Mas tem uma luz emanado de minha alma;
Algo doce e puro, talvez inocência;
Poderia ser sadismo e putrefação;
Pois as coisas podes ser bem piores do lado de "lá" da fronteira;
Mas o que prevalece do lado de "cá" é a solidão silenciosa;
Nesta decadência do mundo moderno;
Na sarjeta imunda que chamam de lar;
Na sinfonia das lágrimas não vejo salvação;
Quero apenas me manter com minha arma na mão;
Dedo no gatilho, os olhos no alvo e um coração pulsam-te.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hoje em dia.



Hoje se faz tudo por tudo.
Tem-se uma desculpa para todas as coisas.
Para aquela briga mal interpretada.
Para a garrafa mal quebrada.
O beijo mal dado.
Pode ser uma bebida a mais.
Uma briga com uma pessoa que você gosta.
Pode ser até porque você acordou com o pé trocado.
Hoje em dia se fala que se ama para quase tudo.
Parece moda amar “qualquer coisa”.
Se tu ama uma garota é porque quer levar ela pra cama.
Se amar seu gato é porque você carente.
Se amar seu computador é nerd.
Se ama sua bebida é alcoólatra.
Eu sou este ultimo.
Misturo meu amor com minha bebida.
Posso me apaixonar toda hora e o melhor, com uma boa desculpa.
Ou um bom gole de trago, na real dá no mesmo!



No chão.



Foi quando eu estava caído que tudo fez sentido.
Foi nesta hora que eu descobri porque bebo fumo ou porque estou tão só.
Foi por simples vontade, eu quis assim.
Expulsei todas as pessoas de minha vida por egoísmo.
Por achar que eram demais pra mim.
Coloquei-me no mais baixo escalão de amigo, de filho e de namorado.
Sempre com medo de magoar os outros.
Achei que podia segurar o mundo nas costas.
Mas não posso. Nunca pude.
E agora quero dar a volta por cima.
Mas não como antes.
Quero fazer as coisas certas agora, sem medo de nada.
Porque quando se está no chão você percebe o quanto esta sozinha.
E você percebe o quanto precisa de alguém.
Para rir, chorar, beber ou apenas um aperto de mão.
As coisas sem sentido estão em outra parte de meu ser.
Ficaram naquele chão podre. Estão mortas. E eu estou vivo.



Bem vindos ao meu mundo!



Cada batimento cardíaco me lembra uma historia;

De sangue, lagrimas, dor e gloria;
Seja ele de romance inabalável;
Liberdade de um povo sofrido;
Ou as loucuras de um ser corrompido;
Cada suspiro me lembra um lugar medieval;
Onde princesas são princesas;
Reis são reis e príncipes são sapos;
Ou os velhos são mágicos;
Cada gota do meu suor me lembra o passado carrasco;
De generais enviados do inferno;
Civis que se tornam enfermos;
E soldados que choram sobre seu pedaço de ferrugem;
Cada cicatriz me lembra um sonho;
Onde eu caio e nunca morro;
Meus gritos silenciosos de socorro;
Ou a vida de meu amor que se esvai entre meus dedos;
Minhas palavras fazem o que meus olhos escondem;
Falam coisas que são segredos;
Falam de um homem que tem muita frieza;
Mas tem o mesmo em amor;
Que não tem riquezas em proporções épicas;
Mas tem amor que transborda em seus olhos;
Fala de um homem que tem respostas;
Mas lhe faltam as perguntas;
Falam de um homem que é um menino;
E de um menino que sonha em ser um homem;
Fala de paixões impossíveis;
De historias que não lhe pertencem;
De um corpo e vida que não é a dele;
Fala de tudo que ele teme;
Fala de tudo que ele deve ser.


Olhos.




Que paz eu teria se teus olhos estivesse ao meu lado;
Como duas estrelas cintilantes;
Profundas e certeira;
Com um brilho que demanda mais que paz;
Olhos estes que transbordam paixão;
E teus lábios? Que belos lábios;
Estes que só beijei em sonho;
Muitas e muitas vezes.
E acordei com a vontade de quero mais;
Assim são meus dias.
Vejo seus lábios, mas não tenho seus beijos;
Vejo seus braços e não tenho seus abraços;
Vejo seus olhos e não tenho seu brilho;
E apesar de tudo sinto que estou cada dia mais apaixonado!


Deixa-me só!




Deixa-me só com meu copo de vinho.
Caminhando nesta rua cinza.
Me larga quieto com a penumbra de minha mente.
Quero entender esta lógica doentia.
Chorar quieto com minha raiva comprimida.
Poder notar a eloqüência nas vozes distantes.
Hoje eu não quero uma palavra de consolo.
Quero apenas desfrutar minhas derrotas.
As mesmas que me trarão risadas no futuro.
Desfrutar deste vento que é pressagio de tempestade.
Desfrutar desta neblina que contem o sol.
Olhar as águas do rio e ver meu rosto turvo.
Quero ficar em silencio para ouvir minha turbulência.
Sentir o gosto de cascalho em minha garganta.
Deixa-me só.
Quieto com o rosto da mulher que amo.
Que, apesar dela não voltar amanha. Isto passa.
Mas hoje minha solidão é tudo que preciso.


Vontade.




Queria eu poder amar aqueles olhos uma vez mais.
Poder vela dormir e gemer em minha cama.
Colocar a mão atrás de sua cabeça, segurar firme e beija La.
Como eu gostaria de apreciar a noite sem remorso novamente.
Ter o nascer e o por do sol em um toque.
Conquistar e reconquistar seu amor todos os dias.
Sobrepujar o bem e o mal com uma palavra.
Caminhar em um parapeito, com vento, sem medo de cair.
Ter o corpo suado de prazer.
Dormir sobre cabelos soltos e um coxão revirado.
Saudade de todos estes momentos.
Que vivi com uma mulher que jamais existiu.


Universo.




Às vezes me tranco em meu universo fechado.
Ali não tenho sentidos.
E fico lá, sem gosto ou cheiro!
Sem toque ou paladar.
Parado com meu silencio.
Escuto apenas os meus batimentos cardíacos.
E sinto que caio de um precipício.
E jamais alcanço o chão.
Não é suicídio.
Nem há motivo.
Poderia ser um tiro, seco e curto.
Mas na verdade é um problema áspero e longo.
Por isto fico no meu universo fechado.
Ali meus amigos é como Oz.
Você sabe que é mentira, mas ainda assim adora aquele caminho.
Que para alguns são tijolos amarelos e para outros...
Não passa de musica e luxuria.



Dia ruim.




Pregado no sótão de minha alma.
Sozinho em pregos de aço.
Flutuo em uma alvorada cinza.
Tenho pesadas lagrimas em minha alma.
Uma tristeza que me mantém angustiado.
Preso em uma corrente invisível.
Soterrado em desgraça.
Num foco preenchido com lodo.
Mantenho o pulso firme.
Apodrecendo, roendo unhas.
Vivendo uma utopia decrescente.
Uma mentira perfeita.
Cercado por concreto armado.
Em um quarto sem janelas.
Com uma imagem turva, numa água suja.
Assim é minha cabeça.
Complexa e distorcida.
Cansada.
Mas cheia de vontade e fé.


Uma troca.




Hoje quero fazer uma troca;
Com você minha amiga;
Eu lhe dou algumas risadas;
E em troca tu me demonstras alegria;
Porque não quero te ver triste;
Nem em solidão constante;
Estas coisas são pesadas para ombro tão suaves;
São apenas maldades destes que não lhe dão valor;
Quero vela em harmonia;
Contigo e com o mundo;
Quero ver teu rosto tímido corado;
Suas mãos suando frio;
Curtir o silencia em sua companhia;
Trocar olhares;
E talvez te roubar um beijo;
Mas se isto não for possível.
Quero apenas que saia desta tristeza;
E venha para o calor do meu corpo.


Óculos.




A alma esconde os sentimentos do coração;
Aqueles que você esconde com um sorriso falso;
E quando você olha nos olhos de uma pessoa;
Ao invés de paz total;
Você vê a melodia das chamas;
A cura esta na honestidade;
Não comigo e nem com o mundo;
Quero saber que tuas atitudes não são uma fuga.
Mas teus óculos me atrapalham
Eles refletem meus batimentos precoces;
Minha alma manchada de algo nem tão bom;
E isto por si só é uma cretinice;
Então tire teus óculos;
Esquece tua fuga;
Chore abertamente e grite constantemente;
E me diga...
Como se sente?


Aperto no peito.




Sentindo um sentido no meu peito;
Uma pitada de alegria em minha lamuria;
A verdade que tinha sido interrompido;
Num coração destruído por alguém patético;
Sinto uma dor forte em meu peito;
Mas não é tristeza;
É um aperto que mescla medo e alegria;
Que tem forma e raiz;
É como uma arvore no deserto;
Que após anos cria flores;
E no momento certo da primavera vou colher frutos;
Vou descansar em sua sombra;
Com a confiança de um guerreiro vitorioso;
E a calma de um sábio milenar;
Poderei alimentar-me novamente;
Sentir o gosto doce no céu da boca;
Sentir a brisa de outono em meu rosto;
Poderei me esquentar no frio destruidor;
E me refrescar no verão escaldante;
Vou poder rir;
E tudo por causa desta dor, deste aperto;
Bendito seja este aperto.


Sol.




Deixa o sol tocar seu rosto;
Lavar sua alma;
Tirar esta agonia do seu corpo;
Quero poder relaxar com meus passos leves;
Com minha cabeça baixa;
Vendo os dedos dos meus pés;
Tocando a grama verde e a terra úmida;
Quero que este sol faça por mim o mesmo que a lua;
Que me de paz;
Quero fumar meu cigarro na beira de um lago;
Quero que água da chuva lave meu corpo;
E a brisa alimente meus pensamentos;
Quero estes momentos para sempre;
Sem medo nem preconceito;
Sem hora nem presa;
Quero apenas relaxar sob o céu estrelado;
Dormir quando tiver sono;
Deixar minha mente livre de preocupações;
E fazer o que me der na telha!


Em minha mente!




Em meu sonho você vem de maneira insinuante;
Com passos leves e vagarosos;
Seus olhos me observam por baixo dos óculos;
Sua mão escorre pela parte descoberta de tua perna;
Um sorriso malicioso;
Como quem tivesse vontade de me engolir por completo;
Em meus pensamentos você senta ao meu lado;
E tem uma conversa doce;
Beijamos-nos por um tempo indeterminado;
Sinto tua pele macia;
Tuas coxas firmes;
Tremula;
Percebo aos poucos que sua carne esta úmida;
Sua voz esta fraca e sua respiração descontrolada;
Na minha cabeça tudo acontece de maneira única;
De forma completa e delicada;
Excitante, forte e vagarosa;
E termina com um longo beijo;
E um orgasmo sincronizado.


Ultimo cigarro




Sinto uma vertigem ao encostar-me travesseiro;
Como se estivesse completamente drogado;
Sinto um odor familiar;
Uma fragrância que me causa náuseas;
Acendo um cigarro para relaxar;
Deliro nas besteiras mais insanas;
Enquanto a fumaça cinza invade minha mente;
Destrói por completo o gosto da hortelã;
O coração palpita suavemente;
Talvez seja por estar vivo;
Por que este é o único motivo para tanto;
Pois a cada dia eu me sinto mais frio;
Congelado por completo para muitos sentimentos;
A brasa ilumina meu quarto;
Noto tudo aquilo pelo qual não dou valor;
Percebo que estas coisas não demonstram quem eu sou;
Passo a mão em meu corpo que esta em alto relevo;
E dou graças por não poder tocar meu espírito;
Engulo a saliva amarga com gosto de café;
Esta que adoça meu paladar na madrugada;
Ouso uma melodia pesada, que sussurro sem vontade;
Passo a mão em meu rosto e apago meu cigarro;
Noto que já são cinco da manhã;
Minha mente se apaga;
Mas meu coração não o acompanha;
Pois ele é pesado como rocha;
Forte como aço;
Gelado como minha expressão;
Uma lagrima escorre, minhas mãos tremem;
Levanto, abro a janela;
Observo a noite com um luar pálido;
Uma imagem me surge, sinto uma tontura e sento;
Reflito sobre meus passos pesados;
Em um asfalto negro;
Reflito sobre minhas drogas, minhas bebidas;
Penso nas mulheres de minha vida, sobre o sexo por esporte;
Na paixão ausente e no amor que muitas vezes me aqueceu;
Mas agora ele queima como fogo;
Como acido;
Sem me dar conta eu adormeço;
Sei que não vou me lembrar dos meus sonhos;
Pois eles são felizes;
E estas coisas fogem de min. com medo nos últimos tempos.


Pequena duvida.




Minhas asas em chamas na noite cálida;
Faz-me viajar para uma região que anos não invadia;
Sinto obrigação de salivar na entrada;
Afinal quem não adora um mistério?
De uma sedução distante e aconchegante;
De alguém que explica tudo em detalhes sombrios;
Mas ainda assim esconde tanto de você;
Quem não gosta de um livro aberto?
E ainda assim causa tanta divergência;
Um remédio puro, mas passivo de desconforto;
Assim te vejo;
Algo tão certo e duvidoso;
Um caminho com tantas bifurcações e travessas;
Uma mulher tão digna de atenção;
Quase um presente divino;
Mas com um calor que vem das profundezas do próprio inferno;
Como algo assim pode fazer um coração bater tanto?
Um desejo realmente novo;
De querer saber o quão bom é teu afago;
E por que algo tão quente procura algo tão frio?


Amigos e irmãos.





Amigos são aquelas pessoas terríveis que você com vive;

São aqueles seres que te apunhalam a queima roupa;

Que choram desesperados no seu ombro calejado;
Amigos são aqueles que você sempre vai duvidar da integridade;
Criaturas com defeitos muito piores que os seus;
Estão sempre te vigiando pelas costas;
Arrastam-te para uma sarjeta e te abandonam;
Mas apesar de tudo amigos são abomináveis;
Estes eu afasto de perto de mim;
Os que me acompanham são irmãos;
Dignos de amor e confiança total;
São estes que estiveram comigo na guerra e na paz;
Irmão não se abandona não se trai;
Mesmo quando ele perde a fé em si, você não perde a fé nele;
E por mais terrível que a verdade seja você sempre a conta;
Por que no fim são seus irmãos que estarão contigo no bar;
Ou no fim do mundo;
Sempre para te ajudar nas decisões mais absurdas.

Mascara.


Olho para os olhos de uma mulher tão segura;
Ela inspira um tipo único de confiança;
Sua pele causa leves choques em alguns toques;
Seu gosto tem um sabor muito peculiar;
Uma pré disposição muito agradável;
Com a capacidade de deixar ate o mais incrédulo insano;
Mas suas palavras são um tanto vagas em segundos despercebidos;
Em certos momentos ela mostra uma fragilidade quase infantil;
Como se quisesse ser pega no colo;
Como uma garotinha;
Ela não deixa uma gota de lagrima cair;
Mas por dentro desmorona constantemente;
Usa batom vermelho para maquiar sua ingenuidade;
E aos poucos vejo sua mascara despencar;
Mas ela finge tão bem, que não canso de observa La;
Fico horas indagando como alguém chega a este ponto tão teatral;
Uma duvida cruel inclusive para mim;
Que já vivi tantos personagens impróprios;
E jamais mostrei minha face a uma mulher.