Verão é época de pecado;
Momento de deixar os desejos aflorarem;
Hora dos pés caminharem no asfalto borbulhante;
Deixar o corpo exposto no sol escaldante;
Andar com passos leves nas areias da praia...
E do destino;
Estar descabelado na brisa suave de um crepúsculo;
Apreciar a aurora, acordado 24 horas, depois ir embora;
Uma temporada de satisfação e plenitude;
Poder apreciar o céu estrelado sem preocupações;
Mas também é momento exato de recuperar certos instintos;
Como o de guardar algo para o inverno solitário;
Pois hoje o calor Maximo te esquenta;
Mas quando o frio mínimo cai;
O blusão e o cobertor de penas por si só não esquenta;
Eu te pergunto:
Todo o calor e satisfação natural te valem de algo...
Quando tudo que te resta são lembranças?
